Faço musica p'ra mim meus manos não p'ra críticos Tudo o que me move som sentimentos líricos Posso aparecer na TV mas como na sopa dos pobres Sente-se não se vêem entrego-me a causas nobres Tanta merda fiz na vida, agora tento remediar Escrevo por cima dos erros para te poder guiar Desiludido com tanto ódio violência gratuita Tantos que procuram pódio competição maldita Se os velhos pensam demais e os jovens pensam de menos Então a fome dá comida, do hip-hop não comeremos Comem os que fazem rap sem alma vazios Podem transmitir calor mas por dentro são tão frios É preciso ser cabrão para se vencer na vida Porque poucos são os que fazem desta arte sentida A minha amada que já partiu já me murmurou ao ouvido (se te perdes nesta cultura serás um perdido) Se sou um perdido isto é amor de perdição Por vezes tão cego que expando a minha visão Mas no horizonte o sol nasce o sol põe-se Colherei os frutos um dia terei foice Na morte os pensamentos de que calcetei caminhos Marcados na história poemas como pergaminhos Fiz da escuridão a luz fiz da cruz o meu destino Fiz do hip-hop mais que um fado alado mais do que um hino Refrão: Escravo o hip-hop o meu alimento Estou triste como a noite nada me alegra o sentimento Escravo sem hip-hop morro por dentro De dia vem a noite na morte o pensamento Ouço vozes no meu Cérbero, que me dizem pára Vivo para isto como uma ferida que nunca sara Quando escrevo estou tão longe como perto do final Só um louco na loucura pode aguentar tal Dedicação total sem nada em troca Como um animal protegendo as crias sem sair da toca Mesmo assim conto os amigos dedo a dedo Os que estão sempre a meu lado apercebendo do meu medo Da solidão que sinto rodeado de tanta gente Sinto o mundo tão pequeno que nem o futuro encaro de frente Tantos litros de tinta que derramo poucos assimilam Sou como suicidas no momento não vacilam Pela causa dou a vida pela causa até á morte Quantos são os fiéis que acreditam que isto é sorte Entregue á rua nesta selva de betão Onde as palmadas nas costas depressa viram traição Confuso sem saída neste labirinto Fintado pela vida na verdade eu nunca minto Consinto tortura como um sadomasoquista Mas tanto errei que p´ra mim isto é conquista Sempre na lua como um primeiro passo Cravo a minha bandeira na lua como símbolo de cansaço Deixo testemunho testamento á geração de ouro Se mudei vidas então deixei algum tesouro (então deixei algum tesouro(x3)) Refrão: (x2) Escravo o hip-hop o meu alimento Estou triste como a noite nada me alegra o sentimento Escravo sem hip-hop morro por dentro De dia vem a noite na morte o pensamento Escravo(x2)