Os carros se avolumam na estrada Dando sinais de que é mais um feriado. Dentro deles há volúpias bem guardadas, O esquecimento dos ofícios e da vida mais regrada. Por aqui as ruas ficam alargadas. Os desatentos podem ouvir os sons do vento Andar de ônibus sem um mínimo de aperto, acompanhar o esvair das madrugadas. Assim eu entendo mais da rotina Eu pareço perceber o valor que tem a vida Posso gritar sem ninguém me ouvir Me agitar sem ninguém me ver Posso te olhar de perto e apenas lhe dizer: Hoje a minha cidade é só você. É Só Você. É Só Você. É Só Você. Os bandidos estão bem mais brandos, Os viciados enfronhados nos seus cantos. Eu caminho com febre, em desatino Me denunciando mais vil e mais dono do destino. Assim eu entendo mais da rotina Eu pareço perceber o valor que tem a vida Posso gritar sem ninguém me ouvir Me agitar sem ninguém me ver Posso te olhar de perto e apenas lhe dizer: Hoje a minha cidade é só você. É Só Você. É Só Você. É Só Você.