Eu não reconheço o medo Não provei, não quis E nem fiz caridade Maldade Mas não lhe faltei respeito Por considerar o apreço e a hospitalidade Maldade Sopra um vento frio no meu peito Molhando de vermelho o linho branco da saudade Alguém quer me ouvir cantar sozinho Mas eu não dar mais nenhum motivo e oportunidade (Maldade) Pra dizerem por aí sandices Que essa babaquice alheia vai tornar verdade Verdade! Verdade, verdade, verdade! Correm nas esquinas novos vícios Espoliam-se ouvidos, vozes e identidades Maldade! E o que dizer do asfalto preto e corrosivo? Com seu cheiro nos convida ao cortejo da maldade! Maldade! Maldade! Maldade! Maldade!