Vivemos num mundo que reside No muro vizinho, onde sempre incide Alheios, sabe-tudo, visionários Que prevêem o que já passa na televisão Estamos de pés descalços Sobre um chão sob proteção de falsos Militares irritantes Que ditam suas regras pra se fazer bolas de sabão Concordo que o céu é belo, Mas eu prefiro olhar as nuvens aqui do chão Talvez o mundo lhe fosse mais claro Se você não olhasse tanto pelo fumê do seu 2.0 Você condiz com idéias que eu não tolero E não adianta nem me dizer Que os dias passarão Eu não quero um premio no fim da estrada Se não vou viver pra tê-lo eu quero viver e cantar Tão caro quanto o teu sapato São toneladas de comida que faltam Num prato fundo, nesse poço obscuro Em que vivemos tão a sós E eu concordo que o céu é belo, Mas eu prefiro olhar as nuvens aqui do chão