Passa na janela e o passageiro sou eu Fica na paisagem um pouco do olhar meu Penso tanta coisa quanto posso sonhar Gana e esperança dentro dum caçuá E eu vou onde tenho que ir Rompendo o medo que habita aqui Chutando a hipocrisia do que nada faz Que vive se arrastando por um pouco de paz Minha menina fica agora pra trás Em minhas veias corre doce sangue-suco de caju Louco a pulsar Leve levito, avião que desafia o ar: ave pagã! Eu passageiro passo, sigo em busca. Curando meus calos, sorrindo ao acaso. Só quero o que é meu! Eu, devoto dos sonhos. Vendo esperança, barganho utopia. Herdei o pecado dos amantes Eu passageiro sigo Eu passageiro passo!