É na lama do mangue, é no maracatu Que a cidade não para, a cidade não desce A cidade não sobe, a cidade não cresce A cidade ta parada, este som que movimenta Todo mundo ta na praia o senhor agradece Esse rio que é mar e o mar será então E o mar será então, e o que, que o mar será? Eu vou sair pra ver o mar Eu vou fazer um samba então Quando a lama avistar É o caranguejo, o mangue, o maranhão O mar então É no coco, é na embolada É num nó em pingo d’agua De repente um repente Que não rima amor e dor Que não traz a cor do sol que ilumina o sertão E o mar vai virar lama e o sertão será então O sertão será então, e o que, que o sertão será? Eu vou sair pra ver o mar Eu vou fazer um samba então Quando a lama avistar É o caranguejo, o mangue, o maranhão O maranhão Periferia e ruina Só cidade e poesia Se não tem filosofia Não tem mar, não tem sertão E essa vida que nos falta talvez salve a canção Talvez salve a canção. E porque que a vida falta? Eu vou sair pra ver o mar Eu vou fazer um samba então Quando a lama avistar É o caranguejo, o mangue, o maranhão O mar então O mangue, o maranhão O maranhão