Nós, que trazemos um vulcão dentro do coração Eruptivas, germinamos toda nossa emoção Impermeável maré, incansável fé No peito um enxame de abelhas Que morde e que dá mel, que zumbe E cheira a flor Que amedronta e que é mistério Nós, sem nós na garganta Sem sermos santas, poder que emana Pequenas e tamanhas fogueiras De inquietante pulsar Recriando tudo com toda a lucidez Esquadrilha mágica de corações abertos Correntes elétricas, oásis no deserto Decifrando segredos, seres do amanhã Anciã, mãe, índia, maga, cunhantã Crias nas mãos de tupã, forças de titã Milhares de corpos em ímã Nós, sem nós na garganta Sem sermos santas, poder que emana Pequenas e tamanhas fogueiras de Inquietante pulsar Recriando tudo com toda a lucidez Um forno ligado. Um micro, macro ser Um vendaval de verdades, um arsenal De paisagens Furacão de amor, caleidoscópio Hipotálamo, helicóptero de aura selvagem Um balde de beijos humanos Uma fralda nos fragosos anos Um caldo nas caldas profanas Um canto no canto solitário Uma alma na voz do mundo Uma semente no ventre mudo, mudança