Vou cantar feito um pardal uma canção dominical De ar primaveril, que flua feito um rio E em noite invernal afaste todo o frio Até o sol voltar Se atrasado o sol voltar esquecendo de brilhar E assim mais frio trouxer, o que se há de fazer? Deixá-lo nos guiar para uma terra qualquer Que seja mais amena Tudo corre e voa A pressa não perdoa No entanto é tudo tão à toa Cá, o medo prega a pena, o cego se condena A não se levantar, sempre a desprezar Que asas pequenas também podem voar Sem medo do final Tudo corre e voa A pressa não perdoa No entanto é tudo tão à toa