Senhores presidentes Isto é um tiro no escuro Mas já nao falo por mim Falo do nosso futuro Não falo de perder eleições Ou de ganhar na bolsa de valores Falo das próximas gerações que virão como sucessores Quantas crianças com fome cujos apelos não são ouvidos Quantos animais falecidos em habitas destruídos Até do sol me questiono, eu que na praia ressono Já não posso ter sono devido à camada de ozono Tenho medo de respirar, de inspirar este ar Porque não sei as substâncias que possam lá estar Já não como descansado só a pensar em doenças O mar está contaminado e o gado tem deficiências Restaurantes em todo lado alimentam sem licenças A ASAE não chega p'ró recado E o Estado não toma providências O Estado não fecha as casas Porque são boas referências O turismo enche essas salas E a guita paga inconveniências O mundo chora lá de cima As chuvas trazem as lágrimas Acordem, despertem Isto são as lágrimas do mundo Vários animais e plantas estão em vias de extinção Castigados para sempre, pelo o homem e a sua mão Durante toda a minha vida eu sonhei em ser selvagem viver como um primitivo, numa selva sem bagagem Ver manadas de elefantes, leões, girafas grandes Papagaios falantes, o mar e seus habitantes Mas por entre esses encantos pelos quais eu cobiço Eu pergunto-me se os meus filhos vão poder ver tudo isso Está tudo a acabar, a desabar a cada segundo E nós agimos como se tivéssemos todo o tempo do mundo Eles dizem ter soluções mas eles não são Deus São situações irreversíveis e emendáveis pelos meus Ninguém sabe como reparar os buracos do ozono Ninguém sabe como salvar os peixes de águas poluidas Ninguém sabe como ressuscitar os animais em extinção Ninguém sabe como florestar de novo florestas destruidas O mundo chora lá de cima As chuvas trazem as lágrimas Acordem, despertem Isto são as lágrimas do mundo Nos países desenvolvidos geramos imenso desperdício Compramos, deitamos fora, exageramos, temos vício Não partilhamos com os que precisam até quando temos demais Temos medo da partilha, somos superficiais Eu podia ser uma criança a morrer de fome na Somália Ou uma vítima de Guerra do Médio Oriente da Ásia Podia ser um mendigo, entre milhares, da Índia Podia ser um escravo, ainda criança, de África Se todo o dinheiro do mundo Que é utilizado para a guerra Fosse utilizado como um fundo para acabar com a pobreza Para achar soluções ambientais para os problemas Que lugar maravilhoso que seria esta terra Até na escola nos ensinaram a não brigar, a resolver A respeitar, a partilhar, a perdoar e a não sujar Mas, se fazem o contrário Porque é que nos continuam a ensinar? Façam as vossas acções reflectirem no que estão a falar O mundo chora lá de cima As chuvas trazem as lágrimas Acordem, despertem Isto são as lágrimas do mundo