Não há em você nenhum gesto de inôcencia... Já são 4 da manhã, Procuro voltar pra casa, Não encontro os caminhos, São todos iguais, Procuro rostos conhecidos, Procuro falas desvirtuadas, As notícias sobre você, Eu quero saber, E carregando um lírio nas mãos, Eu sigo em frente, Os mesmos que te oprimem, Te fazem então contentes... Não há em você nenhum gesto de inôcencia... A inocência de uma criança e um sorriso, As portas da infância, As mãos estendidas de um amigo Os mesmos que te oprimem, Te fazem então contentes... Não há em você nenhum gesto de inôcencia...