Deixa eu te falar algo que toque na alma Falar como amigo algo que te traga calma Sussurros, suspiros, lembranças ao pé do ouvido No meio a lembranças me encontro em um labirinto Entra o som, se transforma em imagem Lembranças confusas, estou em dejavú Pelos corredores eu vou buscando a saída E os flashes da memória trazem a verdade a tona Foi eu quem matou? Foi eu quem morreu? De onde vem? Pra onde vai? É a pergunta que não quer calar Quem nós somos e pra onde vamos? Pensar nisso que nos tira o ar Será que estamos juntos no céu? Atrás de um amor espacial O vácuo esmaga o nosso peito Nessa crise existencial Cada peça no seu lugar Seguindo o 2 após o 1 No tabuleiro da vida Eu sou só mais um Na cênica que estamos Nesse papel principal Quando mexemos na ordem natural Tornamos o caos sequencial E eu digo que vou além Quebrando as correntes, desatando cordas Não sei mais quem sou também Pois olho aqui dentro procurando respostas De volta ao meu quarto remoendo no espaço É triste pensar no fim, porque tem que ser assim? O barato é louco, mesmo que seja pouco Chega como soco e não damos o troco E o sentido de tudo isso não tem como saber Falsas verdades, cultuadas, maquiadas, endeusadas, e jamais desmascaradas Tudo sem prova E a resposta da grande piada só vem logo após da agonia E nem sabemos de verdade se vai nos dar alegria Esse é o ponto final? É o caos sequencial! E eu digo que vou além Quebrando as correntes, desatando cordas Não sei mais quem sou também Pois olho aqui dentro procurando respostas