Queria ter asas pra sair daqui pra onde me desse vontade Aqui dentro dessa selva, eu me sinto um covarde Sem forças pra viver o que a vida coloca na minha frente Não consigo me mexer nem buscar algo além do meu presente Eu não penso no futuro, eu não me lembro do meu passado Eu só sei que estou aqui tentando buscar algo apagado Que por segurança foi deletado dos arquivos do meu cérebro O caminho da felicidade está corrompido e por isso não enxergo Os espaços vagos dentro da alma que necessitam ser completados Mas ninguém tem interesse em abitar esse coração gelado Me iludo com doses de álcool no corpo pra tentar esquecer Do presente que me tortura e me impede de viver O céu continua cinza, faz tempo que o sol não sai Está esperando um motivo convincente pra esquentar A vida daquele humano, que a muito tempo não exige Não tem motivo pra existir se tornou um ser depressivo e triste Todo dia a caminhada é a mesma, não tenho certeza O futuro está muito longe o presente martela na minha cabeça Fazer e viver está difícil a culpa não é da gente O universo se transformou no meu martírio diariamente Todo dia a caminhada é a mesma, não tenho certeza O futuro está muito longe o presente martela na minha cabeça Fazer e viver está difícil a culpa não é da gente O universo se transformou no meu martírio diariamente Varias pessoas ao meu redor mas nenhuma está presente Todas estão pensando em suas vidas não estão aqui realmente Holograma sincronizados que dão risadas de algo banal Se socializam por interesse procuram fugir do normal Me recordo de poucos momentos em que tudo foi natural A emoção foi programada o instante foi surreal Fale do apenas pra lembrar que ainda podemos amar Esse mundo que escurece mesmo sem ser noite pra me lembrar Do mundo cruel que vivo e que não é culpa minha Eu cai de paraquedas no abismo onde levo a vida minha Os níveis estão aumentando a diferença tortura mais Está cada vez mais perigoso tentar sonhar por isso tanto faz Sentado eu vou além eu tento aliar os sentidos Pra ver até onde consigo ir sem a interferência dos malditos Que tentam tirar o brilho e ofuscar a luminosidade Daquele que transcreve os versos simples e transforma na sonoridade Todo dia a caminhada é a mesma, não tenho certeza O futuro está muito longe o presente martela na minha cabeça Fazer e viver está difícil a culpa não é da gente O universo se transformou no meu martírio diariamente Todo dia a caminhada é a mesma, não tenho certeza O futuro está muito longe o presente martela na minha cabeça Fazer e viver está difícil a culpa não é da gente O universo se transformou no meu martírio diariamente