Foi de verde que partiste Às cinco, no trem da esperança Nas malas de ilusão triste Pouca roupa e a lembrança Ficou no cais, tu não viste Um aceno de criança Lá na aldeia a vizinhança Nada há que a conforte Por ver partir para frança Os braços de um homem forte Que partiu no trem da esperança Na esperança de melhor sorte Seguiu também na bagagem Além de sonhos nefastos A dor que rasga a coragem E a crença dos sonhos vastos Como quem escreve na margem De papéis velhos e gastos