Sem tempo pra rebater Nem conseguir controlar Hoje acordei estranhamente feliz Sem quase me conhecer Passei o dia a cantar Feito boémio caído em paris Quem não quiser perceber, diga que há que sofrer Quem não puder aceitar, diga que faz bem chorar Haja tristeza, haja amargura Mas nunca em dias de sol Saí de casa a correr, sem o poder evitar Saltando as flores e os do jardim Fiz o caminho ao pé coxinho Ganhando ao parvo que há dentro de mim Quem não puder perceber, diga o que tem de dizer Quem não quiser partilhar, não me vai fazer parar Haja tristeza, haja amargura Mas nunca em dias de sol E até o sarcasmo sujo e gasto dos táxis da rua de trás Deixou a clientela toda em paz E até o descrente prédio em frente Que foge da luz matinal Subiu os estores no inédito final E até o descrente prédio em frente Que foge da luz matinal Subiu os estores no inédito final E até o sarcasmo sujo e gasto dos táxis da rua de trás Deixou a clientela toda em paz E há relatos caricatos de contágio em todo lado Em todo lado! Em todo o mundo Em todo lado, em todo o mundo! Não há memória de uma história com desfecho tão profundo Tão profundo Haja tristeza, haja amargura Mas nunca em dias de sol!