Ana Muniz

Outono

Ana Muniz


Sopram os ventos
Conversam com os meus cabelos
Lá vem o outono
E assim como as árvores
Eis-me aqui com desapegos

Há tanto por agradecer e exemplificar
Aquilo que no mundo eu quero ver mudar

Há tanto por agradecer e exemplificar
Aquilo que no mundo eu quero ver mudar

Que naturalmente meus braços se movam
Em direção ao gesto mais benéficos
E de forma imediata, tocando a todes
Se estendam os méritos

Que naturalmente meus braços se movam
Em direção ao gesto mais benéficos
E de forma imediata, tocando a todes
Se estendam os méritos

Raios e trovões de consciência se aproximem
Por gentileza
Transmutando avareza em puro desfrutar
Lucidez é o farol da mente
Que seja constante pra lembrar
Da roda de samsara desviar

Raios e trovões de consciência se aproximem
Por gentileza
Transmutando avareza em puro desfrutar
Lucidez é o farol da mente
Que seja constante pra lembrar
Da roda de samsara desviar

Meditando assisto tudo
Estão abertas as portas da frente e de trás
Sorrio por cada experiência
Acompanho o testemunho da existência

Meditando assisto tudo
Estão abertas as portas da frente e de trás
Sorrio por cada experiência
Acompanho o testemunho da existência

Ah, percebo o poder da mente já
Ah, possa eu menos reclamar
Ah, percebo o poder da mente já
Ah, possa eu menos dos outros cobrar

Coração sente, palpitando vai dizer
O que o raciocínio poderá compreender
Aonde devo ir
E o que devo fazer
Cantar e rezar
E aos hermanes bem-dizer