Sigo ativo sem medo do peso do cinto Compondo o caminho Surrado sorrindo Sonhando estou vivo E não me abalo ao descaso do ímpio Pois sei que em meio ao medo da morte Eu sobreviverei Não fugirei do campo de guerra Diante da presa da fera, eu não temerei Na sombra do vale, não vale arregar Não tome caminhos que queira voltar Por que hesitar E se entregar? Caçar e matar E não se culpar? Faz parte da arte para te derrubar É o que querem aqueles que sempre sem pena torceram para te ver fracassar Sábio aquele que sabe a hora de agir Chorar e sorrir Se sobressair Diante de falsos profetas que mentem e omitem o medo por sermos mais fortes Lutamos por sonhos e acreditamos Então perguntamos Por que não iríamos até o fim? Seja como for, eu vou Então me deixe ir (Vá!) Sem jamais pensar em desistir (Vá!) E quando não aguentar mais ir (Vá!) Porque isso não acaba aqui Luto E é ai onde eu encontro paz Não me intimida a incerteza de não ser capaz Sei aonde estou Sei pra onde vou Não me perco mais É no escuro onde eu enxergo mais E o que te satisfaz Não me seduz! Não busco a luz que te conduz Carrego a cruz Em minhas próprias mãos Pois sei que é necessária a morte para haver ressurreição Quantos de vocês permanecerão de pé? Quantos de vocês permanecerão sem fé? Quantos de vocês permanecerão Sobreviverão E apodrecerão? Seja como for, eu vou Então me deixe ir (Vá!) Sem jamais pensar em desistir (Vá!) E quando não aguentar mais ir (Vá!) Porque isso não acaba aqui