[Paulo Amaro] Temporada de caça aberta A marca da flecha tá pelo corpo Menos um no meu bando, é festa O ódio atesta, é fresta no couro Meda de ouro é pouco pro porco Que sangra, lucro com a pela da gente Cês inocente, vai passando repelente Sente, é quente que nem a fé que conduz os crente Só que com o ódio diabólico entupindo os pentes Não leram o recado anotado? Os animais foram alimentados Pra revolução Me apresento, sou veado! [Talíz] Temporada de caça aberta, segue na mira minha melanina A vitória ainda é incerta, é aberta, quando se trata das mina Macho ensina que tá por cima, me subestima e sai ofendido A roupa dela não legitima, nem justifica esse seu machismo Feminicídio, o veredito, mais uma não tá entre a gente Eu tenho dito faz a chamada Marielle? Presente! Conserve seus dentes, fica ciente Eu não me faço mulher só na cama Pra revolução dos bichos, é piranha que cês chama? [Markão Aborígene] Sás piadas não me fazem rir, desde a infância (desde infância) Me chamem de Double G, gordo e Gangsta (gang, gang, gang) Da criança do fundo da escola, chamada de orca e excluída Cresceu de várias formas: Livre, liberta e bonita Nos outfit, dos outdoor, eu dou um control alt del Fascista na quebra a gente quebra (click, click, cleck, blew, blew) Nós foca em gordofóbico que foge como foca na geleira Revolução dos Bichos, Velho Abô, a baleia [Rebeca Realleza] Ces chama de macaca a rainha dessa selva Cuidado seus babacas quando nós passar tu gela Tô, pesada igual King Kong Queen, eu tô tipo Latifah De galho em galho cheguei ao topo Sei bem que isso te irrita O planeta é nosso não aceitamos a jaula A selvageria que não vai ser adestrada Revolução dos bichos, evolução da raça Declaro encerrada a temporada de caça