Quem me guia é o brilho da coroa imperial Que entre calangos e folias revela a profecia Império é Angra Dos Reis no carnaval! Lá vai a bandeira do divino no cortejo multicor Palhaços mascarados que afastam todo mal Tapetes, ornamentos e a fé tradicional O cantador entoa um verso tão bonito Valei-me nossa senhora! Rogai são benedito! Estica o couro no fogo jongueiro Do Caxambu, ngoma puitá e candongueiro Bracuí do desembarque clandestino é liberdade Sou Moçambique, Angola, Congo, négo banto Não sou peão e meu canto Hoje ecoa em todo canto! O ponto é flecha e a nossa identidade Serrinha é o quilombo na cidade! É, é, é, um estandarte anuncia O menino imperador Tem festejo e romaria! Costa verde, nuvens brancas no cenário natural Flora e fauna, paraíso tropical! Há vida em águas transparentes Mãos calejadas de brava gente Braço forte da estiva, caiçara a pescar Energia e progresso no lugar Consciente é possível preservar! Odoya! Oferendas para iemanjá! Hoje vai ter coroação de gente bamba Consagração de baluartes do samba A sinfônica embala, incendeia O sangue de poeta que corre em minha veias