Quando uma flauta cruza a noite igual a um dardo Ferindo o peito do bardo Com um som humilde, más belo Eu já sabía Que só poderia fazer melodia Desse jeito singelo Era o meu Camunguelo Era o meu Camunguelo magro De boné branco Torcida nativa E sempre zangado Um São Jorge da Estiva Figuraço Que nossas noitadas tanto perdura E não tem esse papo Bonito enquanto dura Aí palhaços: Não julguem A obra futura Nós é que sabemos o que dói Quando quebra a dentadura Camunga, comunga com a gente Nesse samba Eterniza você de boné Flauta - umbanda! Camunga, caminha no rumo da lua Que ela faz dengo pra ti e murmura Peraí, que eu ainda tô nua