Eu sou campeiro Aqui do Riogrande, carrego no sangue O sentimento guapo Por ter nascido No chão missioneiro, me sinto herdeiro Dos heróis farrapos Eu fui criado No sistema antigo e trago comigo O cheiro de galpão É chama acesa Herança da pampa, trazendo na estampa A nossa tradição Relembro o tempo Da lei do três oito, aonde o taura afoito Empunha o respeito Ficou na história O estilo monarca, registrada a marca Guardada no peito O tempo passa E vai se transformando, tudo vai mudando Deixando saudade Eu sou gaúcho E me orgulho de ser e é num CTG Que me sinto a vontade Eu não me importo Me chamar de grosso, não sou de alvoroço Mas não frouxo um tento Bombacha preta De chapéu tapeado, lenço Colorado Abanando ao vento Tinir de espora E dançando largado, um xote afigurado Tapado de poeira A peonada Firme no compasso, com a prenda nos meus braços A moda missioneira