Pra mim a fala caipira Neste meu chão brasileiro É a gíria do grotão Lá nos confins do sertão Nosso idioma verdadeiro Eu nasci foi no Brasil Sou um matuto capiau Sou da terra do catira Sou sertanejo caipira Eu não sou de Portugal Vai aqui o meu recado Eu nunca falo errado O que falo é caipirês No meu jeitão de prosear É fácil de analisar Que eu não falo português Lá nos tempos do zagaia Depois que chegou Cabral Surrupiaram nosso ouro Levaram nosso tesouro Pros cofres de Portugal Por isso digo e confirmo Com clareza e decência Que é do índio brasileiro Meu ancestral verdadeiro Toda a minha descendência Vai aqui o meu recado Eu nunca falo errado O que falo é caipirês No meu jeitão de prosear É fácil de analisar Que eu não falo português Até mesmo seu doutor Não imita bacalhau Porque a gíria da cidade Na pura realidade Não se fala em Portugal Tá na hora da mudança No campo e na cidade Esqueça o português Ensine o caipirês Nos bancos da faculdade Vai aqui o meu recado Eu nunca falo errado O que falo é caipirês No meu jeitão de prosear É fácil de analisar Que eu não falo português