Um encontro que não se espera; a espera que nunca se encontra. O gol contra marcado já era. desencontra a taça que vinha. A espinha feito uma tramela entre a guela só sai com farinha. Tinha galinha de cabidela em cima da mesa da cozinha. Como sempre nunca se adivinha escolheu errado a panela. Entre o osso escolheu a espinha. Passa o vidro e a cola na linha e descai que o cerol tá afiado. Ô menino mais toma cuidado para não despencar daí de cima. Se enganchar esse fio com essa crina, Vai queimar minha televisão e sem ela não passo mais não; Porque vou ficar sem a novela. vai deixar sem energia a favela. Não faz isso parente do cão. Ói dotor são quatro condução, é oitenta reais semanais. A metade vou juntar pro gás que o salário não tá dando não. Subiu leite arroz e feijão e a dona do quarto de aluguel. Ela diz que vai morar no céu, que agora tem a salvação. De manhã me faz o seu sermão e de noite me cobra o aluguel. Sou os zés dos brasis. sou os zis dos josés. Sou os dez dos pelés. sou da silva brasil. Sou o biu dos manés. sou o viva vazio. Ó maria não és. vivas para o brasil! Mas, a qualquer hora a fama lhe acena. E os zés ninguém da silva entra em cena. Pra se tornarem assuntos nos jornais. Big brodeando pelas passarelas. Deixam de traquinarem nas favelas. Pra dá trabalho aos policiais.