Deus é a fonte perfeita do bem, mesmo depois da queda no pecado de anjos e de homens, porque Ele é perfeitamente justo. Em razão de ser justo Ele não inocenta o culpado, e nem mesmo pode fazê-lo. Tão exígua é a sua justiça em relação a exigir e a manter o direito, quanto ao bem e àquilo que é bom, segundo o seu critério, que até mesmo de uma palavra ociosa o homem terá que prestar contas no dia do Juízo. Um Deus que é perfeito no bem e que tudo criou para ser de igual forma, não pode permitir que o mal e o pecado sejam praticados sem serem punidos. Mas porque se vê tanta maldade no mundo que parece estar impune? Isto não implica que Deus não julgue cada ato e pensamento. Está tudo registrado para ser por fim levantado no dia do grande juízo. O Deus do dilúvio e do fogaréu em Sodoma ainda é o mesmo. Mas tem sido longânimo no presente tempo para poder salvar os eleitos. Um sacrifício foi feito. Uma vida foi oferecida para obtermos o perdão. A justiça divina devia ser satisfeita e somente a obediência e morte de Jesus no lugar do pecador poderia atendê-la. O modo de entrar no céu atendendo à demanda do bem é somente olhando para Cristo, porque Ele, e somente Ele, pôde pagar toda a imensa dívida dos nossos pecados e nos transformar de ímpios em santos para o nosso Deus.